É a terceira vez que Nara Couto visita a Cabo Verde, veio no ano passado no processo do álbum que vai lançar esse ano, e ter mais contato com a cultura de Cabo Verde.
A artista brasileira afirmou que já tem duas convidadas de Cabo Verde no seu novo álbum.
"O ano passado, então, eu fui para Tarrafal, encontrei as Delta Cultura, dancei com elas, batuquei, e foi muito importante, foi fortalecedor. Então, agora, voltar a Cabo Verde esse ano é como se eu estivesse voltando para casa. Estou muito feliz de estar aqui".
Deu o nome ao álbum "Travessia" visto que acredita que o Brasil tem uma conexão com muitos países do continente africano. Esse trabalho fala em específico de alguns países PALOP: Moçambique, Guiné-Bissau, Cabo Verde e Angola.
"E é sobre um retorno, só que é um retorno para uma nova trajetória, para um novo momento, para uma junção de quem nós somos. Então, é um reencontro para mim, com os meus irmãos e irmãs de África, mas também estarmos juntos para pensarmos e olharmos para o futuro". Explica.
Durante a sua estadia em Cabo Verde, a Nara Couto já participou em alguns eventos e realizou um projeto a convite da Pro Cultura.
Foi moderadora de uma conversa "Empreendedorismo Musical - Da Criação a Sustentabilidade", no qual participaram as artistas Mayra Andrade, Sandra Horta, Karyna Gomes e Adelina Jerónimo.
Durante a conversa abordaram sobre a sustentabilidade dentro da arte, sobre suas carreiras.
Nara Couto fala de Cabo Verde, mas não deixa de falar sobre a Guiné-Bissau.
Para Couto a sua ligação com a Guiné-Bissau é uma ligação que ainda não consegue explicar. "Porque eu estou aqui hoje em Cabo Verde, mas também não paro de pensar que preciso muito ir a Guiné-Bissau. Preciso reencontrar as pessoas que eu encontrei, os meus irmãos. Eu olho para muitas pessoas em Guiné-Bissau e eu vejo a minha família".
"Olho e digo, parece meu pai, parece meu tio, parece a minha tia", acrescenta.
Couto recorda de uma foto feita com o grupo dos netos de Bandim, em que está no meio e ninguém consegue identificar quem é quem.
Diz que se é brasileira, é guineense. E é um encontro de alma.
Tanto que o projeto, Travessia, ele de fato é um projeto que está falando dos países PALOP, mas ele tem um enraizamento muito forte com relação a Guiné-Bissau. Nele destaca a participação dos Guineenses.
A artista brasileira conta que está muito feliz porque isso, mais uma vez, reforça os seus laços com a cultura e a sociedade guineense e o seu desejo é de estar perto mais e mais.
Questionada como surgiu essa ligação com os países PAOLP, a artista Soteropolitano sublinhou que já estava pensando em gravar esse álbum há dois anos atrás e começou a trabalhar nele. E a primeira faixa que vai lançar com o artista Mubaná.
Revelou que quer aprender a falar o crioulo da Guiné-Bissau. Pelo menos daqui a um ano estar falando crioulo, da Guiné-Bissau já está a caminho e estudando.
Nara Couto participa também na maior feira de música transatlântica - AME 2026.






